“Tão complicado esse amor. Tão complexa nossa forma de amar. Estamos sempre entrando em conflitos desnecessários, sempre confrontando um ao outro. Eu te fuzilo em pensamentos, durante um silêncio sério, até que você me abraça e me tira as forças, como se fizesse parte do seu plano, como se tudo fosse calculado detalhadamente. Você me domina em teus braços, me faz esquecer todas as desavenças existentes entre nós, quebra a barreira do silêncio me fazendo declarações possivelmente planejadas durante o silêncio. E eu tento resistir ao teu encanto barato, mas cada vez que tento fugir mais me perco nesta armadilha feita pelos nossos corações, cada vez mais me sinto encurralada por este amor. Você me rouba sorrisos, me beija sem permissão, faz-me esquecer das brigas por um instante, como se tivesse meu manual de instruções. Nosso amor é sim, estranho e desengonçado. Mas não podemos negar que mesmo com as imperfeições, nosso amor é perfeito, e fomos feitos sob medida um para o outro.”
“Sempre chega um momento em que até o bom se torna insuportável.”
“Somos o que ninguém consegue ser. Complicados e ao mesmo tempo completos. Em todo final de frase em que eu a deixo sem graça, ela diz “idiota”, e eu, sendo o bom idiota que sou, replico dizendo “mas você bem que gosta”. Ela implica, faz cara de birra, mas termina concordando. Eu provoco, tiro do sério, mas no final dou uma trégua. Porque a gente é assim. A confusão que se arruma. O errado que dá certo. O incompleto completo. Em algum momento, nós acabamos deixando a ironia de lado e o orgulho barato jogado, e um acaba elogiando o outro verdadeiramente. Ela diz algo como “você é muito gentil”, e eu respondo com um “eu sei”. Ela vai acabar dizendo: “Idiota”. Porque a gente não tem jeito, mas se ajeita.”